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16/05/2007 - 19:54 Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo completa dois anosEm evento comemorativo, empresas signatárias mostrarão como estão combatendo essa forma de exploração em suas cadeias produtivas. Governo e entidades da sociedade civil vão debater o andamento do acordo Por Claudia Carmello Engajar a iniciativa privada na luta contra o trabalho escravo. Esse é o objetivo do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, que completa dois anos no próximo sábado (19). Amanhã, em comemoração à data, acontece em São Paulo o primeiro evento que fará o balanço do acordo e da atuação das 100 empresas nacionais e estrangeiras e entidades setoriais signatárias.Wal-Mart, Petrobras, Coteminas, Cargill, Bunge, Grupo Pão de Açúcar e Carrefour são algumas delas. Ao assinar o pacto, se comprometem a agir de forma significativa pela erradicação dessa forma de exploração em suas cadeias produtivas. Cortar a comercialização com fornecedores que utilizaram trabalho escravo é uma das formas. Outros termos do pacto pedem apoio a ações de integração social dos trabalhadores em relações degradantes de trabalho, de informação sobre aliciamento e de treinamento profissional. É pressuposto também que as empresas monitorem a implementação de suas ações e tornem públicos os resultados do esforço. Seguindo essa diretriz, algumas delas vão apresentar no evento as políticas que adotaram, como a inclusão de cláusulas contratuais relacionadas ao trabalho escravo, medidas de rastreamento de produtos e capacitação de seus recursos humanos e de seus parceiros comerciais para enfrentar o problema. Histórico Identificou-se o que era produzido nas fazendas que constavam da "lista suja" do trabalho escravo, mantida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e pra onde eram vendidos seus produtos. Todas as empresas rastreadas pelo estudo foram chamadas para uma reunião com o Instituto Ethos, a OIT e a Repórter Brasil, onde foram alertadas sobre seu envolvimento nessa cadeia. Muitas delas assinaram o pacto, que também obteve adesões de outras empresas filiadas ao Ethos, ainda que não relacionadas na pesquisa. Organizações da sociedade civil, o Ministério do Trabalho e Emprego e o Ministério Público do Trabalho também são signatários do pacto. Uma nova responsabilidade empresarial Além disso, as medidas de cunho comercial que o pacto determina criam um novo modelo de responsabilidade social empresarial. "Quando uma empresa corta o contrato com um fornecedor que está na ‘lista suja', ela está sinalizando para a sociedade uma nova forma de praticar sua função social", diz. "Ela passa a ser parceira na construção de uma sociedade mais justa sem precisar sair do eixo de negócios para a qual ela foi criada". Leia mais: Empresas mostram suas ações contra o trabalho escravo em evento em São Paulo Mudança de comportamento do agronegócio é desafio de Pacto
Comentários: PEREIRA {ORGANIZAÇÃO DE INCLUSÃO DE TRABALHORES {AS} RURAIS SEM TERRA A REFORMA AGRÁRIA} - 18/05/2007 - 13h21
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