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12/03/2008 - 19:36 Ato simboliza novo ciclo de pressões para destravar PEC 438Ministros, congressistas e movimentos sociais se unem para pedir a aprovação imediata de proposta de emenda constitucional que prevê o confisco de terras de quem usa trabalho escravo. Presidente da Câmara se comprometeu a colocar o tema em pauta, mas pediu esforço para que haja convencimento Por Beatriz Camargo Brasília - A participação de diversos setores no ato pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001 deu um novo impulso para que a expropriação da propriedade onde houver flagrante do crime de trabalho escravo seja incorporada à Constituição. Para o presidente da subcomissão do Trabalho Escravo do Senado, José Nery (Psol-PA), o evento realizado nesta quarta-feira (12) no Congresso Nacional criou "um processo orgânico, que reúne sociedade civil, órgãos do governo e da Justiça" que irá se mobilizar em torno da causa. Os esforços devem se concentrar para que a matéria seja retomada ainda no primeiro semestre de 2008, estipula o senador. Na avaliação dele e de entidades do poder público e da sociedade civil que defendem o texto, as eleições municipais de outubro podem dificultar a articulação em prol da aprovação da PEC 438/2001. Apresentada originalmente em 1999, a proposta já passou pelo Senado e está parada à espera de votação em segundo turno no Plenário da Câmara Federal desde agosto de 2004.
Mais de 900 pessoas participaram do "Ato Nacional contra o Trabalho Escravo: PEC 438 Aprovação já!". Estiveram presentes congressistas, representantes de organizações engajadas no combate ao trabalho escravo e integrantes de movimentos sociais, que vieram de caravanas dos estados do Tocantins, Minas Gerais, Piauí, Pará e Goiás especialmente para o ato.
Logo depois do presidente da Câmara, discursou o presidente do Senado Federal, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que também declarou apoio à causa, mas não fez previsões sobre a votação no Senado. "Há ainda muitos desafios, é preciso fazer muito mais... Contem com o Senado para a aprovação", sublinhou. "Não quero fazer promessas. Só quero dizer que vamos nos unir para combater o trabalho escravo." Para Cassel, a escravidão é incompatível com um país civilizado. "A PEC não é um tema para a semana que vem. Ela não pode esperar uma hora mais". Ele lembrou que 28 mil trabalhadores já foram libertados da escravidão. "E, se é verdade que esses trabalhadores têm nome e RG, também o agronegócio têm endereço: o endereço dele é a escravidão, a grilagem e o desmatamento ilegal", criticou.
De acordo com o ministro Cassel, a luta contra o trabalho escravo caminha ao lado da luta pela reforma agrária. Dom Tomás Balduíno, conselheiro permanente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), promoveu a bênção final do evento e concordou com o ministro.
Abaixo-assinado Um abaixo-assinado pedindo a aprovação da PEC do Trabalho Escravo foi lançado e lido por uma integrante do Movimento Humanos Direitos (MHuD). Os presidentes das duas Casas legislativas assinaram o documento. O objetivo da organização é recolher um milhão de assinaturas até o dia 13 de maio, data em que se completam 120 anos da Lei Áurea. Também foi lida, por uma coordenadora da CPT, uma carta aos congressistas, assinada pelo Movimento de Aprovação da PEC 438/2001. O documento será entregue a todos os deputados e senadores. Depois das falas, os participantes formaram um cordão e deram um abraço simbólico no Congresso, aos gritos de "Aprovação da PEC já!". Governo Estava prevista uma audiência com o presidente Lula à tarde para discutir o assunto. O presidente compareceu, no entanto, a uma cerimônia de apresentação dos resultados do Programa Bolsa Família em que novos projetos do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) foram lançados. Notícias relacionadas
Comentários: DR.ANDRE AYRES - 29/04/2008 - 09h30
RAFAEL AUN MING - 27/03/2008 - 22h16
GILVANEY - 18/03/2008 - 15h53
PEREIRA - 17/03/2008 - 16h50
MARCOS VINICIO MARIN - 14/03/2008 - 07h27
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