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20/03/2008 - 15:39 Construtora de alojamentos acomoda pedreiros de modo ilegalCerca de 60 pessoas que construíam alojamentos da usina Brenco em Alto Taquari (MT) estavam instalados irregularmente numa única casa. Outras cinco pessoas foram resgatadas de fazenda em Ribeirão Cascalheira (MT) Por Beatriz Camargo Auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso (SRTE-MT, antiga DRT-MT) flagraram cerca de 60 trabalhadores em alojamentos irregulares em Alto Taquari (MT). Eles eram contratados pela empresa JM, uma das 15 subcontratadas da Esbra, responsável pela construção dos alojamentos Netinho 1 e 2, que pertencem à Brenco (Brazil Renewable Energy Company; Companhia Brasileira de Energia Renovável, em Português). A ação fiscalizatória ocorreu entre os dias 25 e 28 de fevereiro, mas ainda não foi concluída. A equipe da SRTE-MT confronta os depoimentos colhidos com documentos enviados pela Esbra - que se responsabilizou pelo caso. A partir do cruzamento de dados, será possível contabilizar as irregularidades trabalhistas cometidas pelos empregadores. A SRTE-MT voltará ao local para verificar se as recomendações feitas pelos auditores foram cumpridas. De acordo com Ademar, os salários atrasados já foram pagos. Como o trabalho na construção era temporário, alguns já voltaram para as suas cidades de origem; outros foram contratadas diretamente pela Esbra. Em nota enviada nesta terça-feira (25), a empresa informa que as irregularidades encontradas pela SRTE-MT foram "há muito" sanadas. Frisa ainda que "jamais se omitiu e jamais se omitirá com relação a qualquer problema que possa ter causado ou possa vir a causar, direta ou indiretamente, sendo de conhecimento de todos que a ESBra está sempre disposta a colaborar com as autoridades competentes".
Trabalho degradante A propriedade pertence a Claudenor Zopone Júnior. Os trabalhadores roçavam o pasto da fazenda, que, com outras duas áreas vizinhas do mesmo dono, formam um pasto com área total de 10 mil hectares. Auditores relatam que o descaso com relação aos resgatados era bem diferente do tratamento plenamente regular dispensado aos empregados fixos da Campo Belo. Os temporários dormiam em barracos sem parede, sem energia elétrica e afastados da sede. Não havia condições básicas de higiene. As necessidades fisiológicas eram despejadas no mato e o banho era tomado no córrego. A água para beber e cozinhar também vinha da mesma fonte. No total, Claudenor desembolsou cerca de R$ 18 mil em verbas rescisórias. As operações em Alto Taquari e Ribeirão Cascalheira foram as primeiras fiscalizações de denúncias de trabalho escravo e degradante feita por novos funcionários da SRTE-MT. Em janeiro, foram contratados 92 fiscais. * Matéria atualizada no final da tarde desta quarta-feira (26). Notícias relacionadas:
Comentários: JAIR AURELIANO - 26/03/2008 - 10h32
CINTIA - 24/03/2008 - 18h53
RENATO AGUIAR - 22/03/2008 - 15h09
ALFIO - 22/03/2008 - 00h37
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