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03/12/2008 - 18:00 Blairo Maggi ataca Incra e defende motosserra movida a etanolDe passagem pela capital norte-americana, governador do Mato Grosso diz, em tom irônico, que se esforçará para que "assim como nossos tratores e aviões agrícolas, as motosserras também passem a ser movidas a etanol" Por Andréa Leal, especial para a Repórter Brasil Washington DC (EUA) - O que é chamado de trabalho escravo, na maioria das vezes, não passa de "irregularidades trabalhistas". Uma prova de que a questão indígena está sendo bem conduzida é o aumento da população de índios. E a demora da regularização fundiária é um problema causado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que "está ocupado pelo Partido dos Trabalhadores [PT]". Esse foi o retrato do Brasil apresentado pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, em evento realizado na capital norte-americana, nesta terça-feira (2). Diante de uma platéia com cerca de 15 ouvintes mais interessados nos recordes de produtividade mato-grossenses e nos benefícios do livre comércio, Blairo Maggi classificou como "uma honoraria" o troféu "Motosserra de Ouro" que recebeu dos ambientalistas do Greenpeace. "Digo, no bom humor, que vou me esforçar para que, assim como nossos tratores e aviões agrícolas, as motosserras também passem a ser movidas a etanol". O governador, que já foi chamado de "Rei da Soja", mostrou estar à vontade para expor sua interpretação particular de preservação ambiental. Para ele, o governo deu "um grande passo" na contenção do desmatamento ao aceitar discutir metas, como parte de medidas mais flexíveis, com projeção para o futuro. Blairo é um dos principais opositores de ações mais duras como a Resolução 3.545 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que exige documentação relativa à titularidade da terra e à regularidade ambiental para o desembolso de financiamentos de instituições bancárias a produtores rurais com propriedades situadas no bioma amazônico. Na hora de explicar o trabalho escravo no Brasil, contudo, ele disse o que realmente pensa. "O trabalho na agricultura é sazonal. Se o proprietário de uma fazenda tiver funcionários sem carteira assinada, nem que seja no cumprimento de uma tarefa de um dia, e um fiscal do Ministério do Trabalho passar, pode enquadrar o fazendeiro como explorador de mão-de-obra escrava por isso. Na verdade, é isso que existe no Brasil, mão-de-obra análoga à escravidão, que é isso, irregularidade trabalhista".
Comentários: MIRIAN ANDRE FERREIRA - 15/12/2008 - 13h15
NABOR - 08/12/2008 - 12h43
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