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20/02/2009 - 15:22 Fiscalizações em estradas evitam aliciamento de trabalhadoresAções em parceria do Ministério Público do Trabalho, Polícias Rodoviárias e Superintências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTEs) são montadas em âmbito estadual para coibir transporte ilegal pelas rodovias brasileiras Por Bianca Pyl Um grupo de 34 trabalhadores, incluindo um adolescente de 14 anos, saiu de Patos (PB), no Nordeste brasileiro, rumo a cidade sulina de Caçador (SC). Eles viajaram mais de 3 mil km dentro do baú de carga de um caminhão, comprimidos em 5,5 m de cumprimento por 2,5 de largura. As dezenas de pessoas ainda tinham que dividir espaço com as prórpias mercadorias (artigos de couro) que iriam vender em terras catarinenses.O caminhão que fazia o transporte dos trabalhadores foi parado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no dia 23 de janeiro de 2009, no km 95 da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), entre Curitiba e São José dos Pinhais (PR). A PRF viu as condições em que o grupo era transportado e entrou em contato com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para averiguar o caso. O MPT verificou que havia transporte ilegal dos trabalhadores, que também não tinham a Certidão Liberatória para viajarem a serviço. O dono do caminhão que transportava os trabalhadores, Denys Lucena de Araújo, assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) comprometendo-se a não transportar trabalhadores sem o documento emitido pela Superintendência Regional do Trabalho e Empregado (SRTE) na cidade de origem do empregado e sem registro na Carteira de Trabalho e da Previdência Social (CPTS). O grupo resolveu seguir viagem. Segundo o procurador do Trabalho no Paraná, Gláucio Araújo, houve dificuldade em apontar vínculos trabalhistas porque osvendedores entocados no caminhão diziam ser autônomos e a carga apreendida foi adquirida pelos eles próprios. Essa situação mostra que a parceria entre MPT, SRTEs, PRF e Polícia Rodoviária Estadual (PRE) pode garantir uma fiscalização mais completa e impedir que situações de violações trabalhistas sejam levadas adiante, impedindo inclusive uma das etapas de aliciamento de mão-de-obra escravo. Uma parceria uniu MPT, Ministério Público Estadual (MPE), a SRTE, PRF, PRE e Polícia Civil para a fiscalização das estradas gaúchas. As operações são programadas de acordo com as safras regionais. A ação no estado gaúcho já começou. No dia 4 de fevereiro, um ônibus com 40 trabalhadores sem registro na CPTS foi impedido de seguir viagem, no km 196 da BR-285, próximo a Lagoa Vermelha (RS). O ônibus saiu de Cruz Alta (RS) com destino ao município catarinense de Bom Retiro (SC). Os trabalhadores iriam colher maçãs. Os auditores fiscais e procuradores do Trabalho estão investigando para descobrir o real empregador dos lavradores. Segundo Maria Auxiliadora, caso um policial rodoviário encontre alguma irregularidade de ordem trabalhista, a situação deverá ser encaminhada para o MPT, que irá instaurar inquérito civil e/ou ação civil pública para a regularização e efetivação dos direitos dos trabalhadores. |
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