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17/06/2009 - 15:44 Estudos sobre ganho ambiental de agrocombustível são contraditóriosEm meio à concorrência internacional nas pesquisas em bioenergia, Fapesp e Unica tentam demonstrar as vantagens do etanol brasileiro em termos de emissões de gases de efeito estufa. Estudos trazem resultados conflitantes Por Thaís Brianezi, do Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis A vanguarda brasileira na pesquisa e na produção de etanol está ameaçada com o recente (e crescente) interesse mundial pela bioenergia. Por um lado, os cientistas apoiados pela indústria nacional ainda não têm respostas seguras para convencer os consumidores internacionais sobre as vantagens ambientais do etanol de cana-de-açúcar. Por outro, empresas norte-americanas investem recursos muito superiores na pesquisa com os chamados etanóis de segunda e terceira geração (celulósicos e de hidrocarbonetos, respectivamente).Esse cenário de impasses ficou evidente no Workshop Impactos Sócio-Econômicos, Ambientais e de Uso da Terra, organizado nesta terça-feira (16) pelo programa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) de Pesquisa em Bioenergia (Bioen), com apoio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Lançado em 2007, o Bioen busca intensificar pesquisas em São Paulo relativas à bioenergia, especialmente ao etanol de cana-de-açúcar, a partir de cinco eixos de estudo: biomassa; processos de fabricação do biocombustível; biorefinarias e alcoolquímica; aplicação de etanol para motores automotivos e impactos sócio-econômicos, ambientais e de uso da terra. De acordo com a coordenadora do Bioen, Gláucia Souza, 154 projetos foram submetidos ao programa. O total de recursos já contratado é da ordem de R$ 43 milhões, sendo R$ 27 milhões de pesquisas com plantas, R$ 16 milhões com processos industriais e R$ 427 mil para estudos de impactos. "Eu freqüentemente recebo visita de empresas norte-americanas interessadas em saber mais sobre nosso etanol, que é um ilustre desconhecido nos debates internacionais sobre combustíveis de baixo carbono", revelou o presidente da Unica, Marcos Jank. "O orçamento individual de cada uma delas [empresas dos EUA] gira em torno de US$ 50 milhões só para pesquisa com hidrocarbonetos", comparou Jank, que foi professor da Universidade de São Paulo (USP) durante 20 anos, mas segue há dois anos carreira no setor privado. Guerra dos números |
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03/09/2010
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