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27/07/2009 - 16:40 Cortadores de cana da Bahia são libertados no Norte fluminenseGrupo de 75 pessoas foi aliciado pessoalmente pelos irmãos Jorge Fernandes Francisco e Amaro Barros Fernandes. Eles percorreram localidades da Bahia com promessas ilusórias de bons salários e de boas condições de trabalho Por Bianca Pyl Ao todo, 75 cortadores de cana-de-açúcar foram encontrados em condições análogas à escravidão no município de Campos dos Goytacazes (RJ). O grupo foi aliciado pessoalmente, em diversas localidades da Bahia e por meio de promessas ilusórias de bons salários e condições favoráveis de trabalho, pelos irmãos Jorge Fernandes Francisco e Amaro Barros Fernandes, que mantinham propriedade de cultivo de cana na região Norte Fluminense. Para completar, a dupla de empregadores exigia o pagamento de R$ 90 mensais de cada cortador como uma espécie de "seguro-desemprego" informal. Eles prometiam "devolver" o montante às pessoas quando elas fossem dispensadas, no término da safra de cana-de-açúcar. As diversas casas que abrigavam os trabalhadores foram alugadas e estavam em péssimas condições. Os trabalhadores também pagavam um valor referente ao aluguel do local. Um grupo de oito trabalhadores dormia em um bar, atrás do balcão. "Essa é uma prática que temos constatado: o empregador não mantêm o trabalhador em alojamentos dentro da fazenda, mas em diferentes casas alugadas em municípios próximos", constata Leandro Carvalho, auditor fiscal do trabalho que coordenadou a ação. Segundo a fiscalização, os trabalhadores eram ainda obrigados a comprar produtos de alimentação no Mercado Barros, que pertence a José Barros Francisco, outro irmão dos empregadores. Os preços eram superfaturados. O dono do comércio negou que houvesse fraude: disse que não havia pressão para que as compras fossem feitas no local e nem vendia fiado. As carteiras de trabalho de 34 dos cortadores de cana estavam retidas no escritório do contador Alcidinei Vieira Tavares, que trabalhava para os irmãos Fernandes. O documento só pode ficar 48 horas com o empregador. |
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