|
||||
|
Repórter Brasil Agência de Notícias Arquivo
Especiais Maranhão Vídeos Programa de Rádio Clipping Perguntas do trabalhador Cartas Assine o Boletim Contate-nos
O que é Mentiras mais contadas Como uma pessoa livre se torna escrava Como uma pessoa escrava se torna livre Comparação entre a nova escravidão e o antigo sistema O trabalho escravo e a legislação brasileira Documentos para pesquisa Jurisprudência Bibliografia recomendada |
26/08/2009 - 16:24 Fiscalização liberta 35 trabalhadores que colhiam erva-mateEmpregados trabalhavam desde maio em área da Madeireira Miguel Fortes, no município de Bituruna (PR). Segundo auditora fiscal do trabalho, havia descontos ilegais nos pagamentos. Libertados dormiam em barracos de lona Por Bianca Pyl Um grupo de 36 pessoas, incluindo três adolescentes com idades entre 16 e 18 anos, foi libertado de trabalho análogo à escravidão na colheita de erva-mate pelo grupo móvel de fiscalização e combate ao trabalho escravo. A operação foi deflagrada no dia 11 de agosto, numa propriedade situada no município de Bituruna (PR) que pertence à Madeireira Miguel Fortes.Os libertados trabalhavam no corte de erva-mate nativa desde maio e não recebiam salários regularmente. O pagamento era feito por produção: R$ 1,50 a arroba (15 kg) de erva-mate cortada. Um "gerente" contratado pelo empregador monitorava o trabalho no campo. "O capataz tinha poder de demitir caso o trabalhador não cumprisse as regras por ele estabelecidas", relata Luize Neves, auditora fiscal do trabalho que coordenou a fiscalização. O empregador adiantava vales que eram trocados por alimentos num mercado indicado por ele mesmo. Posterioremente, o valor era descontado na hora do pagamento. Os empregados ainda eram obrigados a pagar pelas ferramentas. "Poucos trabalhadores recebiam algum dinheiro na hora do pagamento. O empregador fazia muitos descontos ilegais", explica Luize. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) não eram fornecidos. Ninguém utilizava cinto de segurança, obrigatório para subir nos pés de erva-mate, que chegam a 10 m de altura, nem capacetes ou luvas. Os trabalhadores dormiam em barracos de lona, montadas por eles próprios. As vítimas pegavam madeiras na mata para improvisar as camas. A água utilizada para consumo não era tratada e vinha de pequenos córregos. Notícia relacionada: |
![]() ![]()
Cadastre seu e-mail e receba nosso boletim:
Conheça o site do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Saiba mais sobre o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis
|
||
Expediente (C) Copyleft |
||||
|
|
|
|
||