|
||||||
|
Repórter Brasil Agência de Notícias Arquivo
Especiais Maranhão Vídeos Programa de Rádio Clipping Perguntas do trabalhador Cartas Assine o Boletim Contate-nos
O que é Mentiras mais contadas Como uma pessoa livre se torna escrava Como uma pessoa escrava se torna livre Comparação entre a nova escravidão e o antigo sistema O trabalho escravo e a legislação brasileira Documentos para pesquisa Jurisprudência Bibliografia recomendada |
05/11/2009 Concurso premia trabalhos de estudantes sobre escravidãoForam escolhidos 28 poemas e desenhos de estudantes da rede pública de Marabá (PA). Para elaborar trabalhos, participantes estudaram e discutiram o tema do trabalho escravo contemporâneo junto com outros alunos e professores Por Repórter Brasil Poemas e desenhos de estudantes de Marabá (PA) que participaram do concurso "Educar para não escravizar" serão reunidos numa cartilha didática para estudos e discussões sobre o trabalho escravo contemporâneo. Ao todo, foram selecionados 28 trabalhos feitos por alunos de Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos do município. A premiação foi realizada na festa de encerramento do concurso, na última sexta-feira (30).
A seleção dos desenhos e poemas vencedores levou em conta a qualidade da mensagem e da informação transmitida sobre o tema da escravidão. O conteúdo final evidenciou como aspectos de degradância e coerção por meio da violência, além da dívida utilizada para cercear a liberdade dos trabalhadores, foram apreendidos pelos estudantes de diversas formas. Em muitos dos trabalhos, o desmatamento apareceu como fator associado ao uso da mão de obra escrava. Outra referência comum foi a das carvoarias, empreendimentos de pequeno porte envolvidos em inúmeros casos de escravidão que estão muito presentes na região de Marabá (PA), que concentra siderúrgicas que consomem carvão vegetal como matéria-prima. Para o senador José Nery (PSOL-PA), que esteve presente no evento de encerramento, o concurso com estudantes contribuiu para "tornar mais claro para a sociedade o conceito de trabalho escravo".
Histórico Desde 2007, educadores de Marabá (PA) vêm participando de formações do programa "Escravo, nem pensar!" para que multipliquem informações sobre trabalho escravo e temas relacionados em suas comunidades (confira como foram as atividades do I Encontro Nacional do "Escravo, Nem Pensar!", ocasião em que foi formada uma rede de agentes sociais de combate à escravidão contemporânea). O concurso realizado neste ano pela Repórter Brasil, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Secretaria Municipal de Educação e 4ª Unidade Regional de Ensino visou incentivar a discussão do tema nas escolas da região. Confira desenhos e poemas premiados pelo concurso Leia trechos dos poemas selecionados: "Memórias de um trabalhador que não sabe ler" Tamyres Silva de Jesus, 16 anos, 2º ano do Ensino Médio Escola Dr. Geraldo M. C. Veloso Seu senhor já não usa mais o açoite Ou o laço que usava para castigar Seu senhor perdeu o chicote Que outrora usava para dominar Usando lista de empregos e salário Ganhou a habilidade de um persuasor Gerou atrativos e recompensas E iludiu o indigente trabalhador De sol a sol Da cana ao pó (...) Preces soltas entre o céu e a terra Que aflição aguda sente no peito Chorará por ele a cana que cultiva Quando já esgotado sumiu em seu leito? "Aprender a lição" (...) Essa história se confirma "Realidade degradante" (...) Mas está todo endividado E quando chega a noite |
![]() ![]()
Cadastre seu e-mail e receba nosso boletim:
Conheça o site do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Saiba mais sobre o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis
|
||||
Expediente (C) Copyleft |
||||||
|
|
|
|
||||