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10/11/2009 - 15:18 Superintendência do trabalho liberta 20 de extração de madeiraEquipe de fiscalização foi averiguar denúncia de trabalho infantil e acabou encontrando 20 pessoas escravizadas em outra fazenda. Trabalhadores aliciados viviam em estábulo e eram submetidos à servidão por dívida Por Bianca Pyl Um estábulo servia de alojamento para 20 pessoas que a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Ceará (SRTE/CE) libertou de trabalho análogo ao de escravos, no final de outubro. Os trabalhadores, incluindo uma mulher que era a cozinheira, também dividiam a água de um açude com os outros animais da Fazenda Lagoa do Canto, localizada em São Gonçalo do Amarante (CE), a 40 km da capital Fortaleza (CE).Acompanhados pelo procurador do trabalho Carlos Leonardo Holanda Silva e de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), auditores fiscais foram averiguar uma denúncia que foi noticiada em um jornal local, envolvendo trabalho infantil no corte de carnaúba. Por conta da divulgação pública, porém, quando chegaram ao local, não encontraram mais ninguém. Os empregados trabalhavam na extração de madeira, utilizada para abastecer os fornos para queimar cerâmica na mesma propriedade, que pertence a Antônio Tavares. As vítimas foram aliciadas por um "gato" (intermediário) em Pacajú (CE) e Croatá (CE), em períodos diferentes. "Havia trabalhadores que estavam no local há um mês e outros até há um ano", explica Sérgio. O alojamento era impróprio para abrigar pessoas, já que se tratava de um estábulo. Além disso, estava em péssimo estado de higiene e conservação. O empregador não instalou sanitários nem chuveiros no local. A Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) dos empregados também não estavam assinadas. Outra irregularidade encontrada pelos fiscais diz respeito às normas de segurança: os empregados trabalhavam sem equipamentos de proteção individual (EPIs) e manipulavam materiais cortantes (inclusive motosserra) sem qualquer treinamento prévio. O "gato" submetia os trabalhadores a um sistema de dívidas: ele vendia os alimentos e o valor era descontado no pagamento dos salários. |
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