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23/11/2009 Ação liberta 29 de propriedade de fazendeiro da "lista suja"José Rodrigues dos Santos consta da chamada "lista suja" do trabalho escravo. Em outubro, fiscalização flagrou pela segunda vez (a primeira foi em dezembro de 2007) a ocorrência do crime na Fazenda Ilha, em Capinzal do Norte (MA) Por Bianca Pyl Pela segunda vez, trabalhadores foram encontrados em condição de trabalho escravo na Fazenda Ilha, em Capinzal do Norte (MA). Fiscalização ocorrida no início de outubro libertou 29 pessoas do local - inclundo um adolescente de 17 anos e uma senhora de 58 anos. A operação foi uma iniciativa da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE/MA), juntamente com a Procuradoria Regional do Trabalho da 16ª Região (PRT-16). Os agentes públicos foram conferir a situação após denúncia de um trabalhador que conseguiu fugir da fazenda, que tem 17 mil hectares.
O aliciamento da maioria dos explorados se deu em Codó (MA), há cerca de três meses. "Os empregados mais antigos estavam há mais de um ano no local. Alguns tinham de cinco a oito meses de trabalho", acrescenta Maria Elena Moreira Rêgo, procuradora do trabalho que acompanhou a operação. Segundo ela, o responsável pelo alojamento, pela contratação e pelo pagamento dos trabalhadores era o intermediário Antônio Altino Oliveira. "O proprietário, que reside em outro Estado, depositava o dinheiro na conta de Antônio. E este último repassava aos trabalhadores", detalha Maria Elena.
Não havia instalações sanitárias e os trabalhadores eram obrigados a usar o mato como banheiro. A água de riacho próximo à propriedade era utilizada para banho, para beber e para preparar a comida. Os animais também bebiam no riacho. A comida era feita em fogueiras. A carne ficava estendida ao relento, sem refrigeração. Histórico Em maio de 2008, o Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) denunciou o fazendeiro José Rodrigues dos Santos e o "gato" Zé Carneiro pelo crime de submeter trabalhadores à condição análoga a de escravo (art. 149 do Código Penal). A denúncia está baseada em relatório apresentado pela equipe de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo assessoria de comunicação do MPF/MA, o processo está sendo analisado agora na 2ª Vara da Justiça Federal do Maranhão.
Comentários: CARLOS - 26/11/2009 - 11h07
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