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28/12/2009 - 16:47 Louis Dreyfus se recusa a firmar acordo após fiscalizaçãoTercerização ilícita de 530 pessoas era principal problema. Atividades de corte de cana de seis fazendas do grupo francês em Minas Gerais chegaram a ser interditadas. Procurador diz, porém, que trabalhadores recebiam normalmente Por Bianca Pyl O calendário marcava 19 de novembro quando as etapas da fiscalização que encontrou diversas irregularidades trabalhistas em propriedades da empresa LDC Bioenergia, do grupo francês Louis Dreyfus, foram concluídas. Às vésperas da virada de ano, entretanto, a situação encontrada nas fazendas de cultivo de cana-de-açúcar ainda não foi completamente resolvida porque a empresa não assumiu as irregularidades e se recusou a assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com compromissos de melhoria.Segundo a Procuradoria Regional do Trabalho da 3ª Região (PRT-3), a companhia francesa será convocada para uma audiência pública em janeiro de 2010. Caso o TAC não seja assinado, os procuradores ajuizarão uma ação cívil pública. De acordo com os fiscais, havia muitas irregularidades, mas a situação não chegava a caracterizar escravidão. "As condições estavam no limiar da degradância. Face à grave situação constatada, as frentes de trabalho foram interditadas", declara Luís Fernando Duque, auditor da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Minas Gerais (SRTE/MG). A fiscalização foi realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Polícia Federal (PF). As atividades de corte de cana de seis fazendas (Laranjeiras, Ponte, Campo Alegre, Olhos D´água, Pastinho e Camargo) da Louis Dreyfus Commodities (LDC), na região de Lagoa da Prata (MG), chegaram a ser interditadas. Para o auditor fiscal Luís Fernando, o setor sucroalcooleiro tem que ser fiscalizado com frequência, já que é contumaz descumpridor da legislação trabalhista. "O setor consegue inovar em formas de descumprimento da legislação em todos os setores que atuam. O setor mecanizado vem sendo implantado pelas usinas sem qualquer preparação. Faltam trabalhadores capacitados. Por isso, as jornadas de 12 horas. As empresas procuram reduzir custos com terceirizações ilegais".
Comentários: TRABALHO. - 18/08/2010 - 00h21
GILBERTO TOLEDO GARCIA DE ALMEIDA - 29/12/2009 - 20h33
GERALDO - 29/12/2009 - 19h33
TIAGO THORLBY - 29/12/2009 - 08h47
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