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19/07/2010 - 14:46 Fiscalização resulta na contratação de 188 cortadores por usinaDiante de irregularidades nas frentes de trabalho, a Tonon Bionergia, proprietária da Destilaria Tonon, decidiu contratar diretamente trabalhadores migrantes encontrados em propriedade localizada na região de Bauru (SP) Por Rodrigo Rocha Bauru (SP) - O Grupo Permanente de Fiscalização do Trabalho Rural, instituído pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP), conseguiu fechar um acordo durante operação, e 188 cortadores de cana antes terceirizados foram contratados diretamente pela Destilaria Tonon, em Bocaina (SP), na região de Bauru (SP).Ocorrida nos dias 18 e 19 de maio, a operação no setor sucoralcooleiro encontrou trabalhadores que haviam sido contratados no início de abril para trabalhar na Fazenda São Vicente, de Jorge Sidney Atalla Junior. A produção da propriedade era escoada justamente para a Tonon. Nas frentes de trabalho, os auditores fiscais do trabalho constataram irregularidades como a ausência de descanso e a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs). Diante disso, a Tonon Bionergia, proprietária da destilaria, decidiu assumir os cortadores visando sanar os problemas encontrados na fazenda fornecedora da matéria-prima. Entre os trabalhadores, havia pessoas da região e cortadores que vinham de outros estados, principalmente do Maranhão. Os migrantes eram contratados em Barra Bonita (SP), município próximo a Bocaina.
A denúncia de que um alojamento em Barra Bonita (SP) abrigava mais de 40 pessoas em cômodos reduzidos e sem ventilação. Os cortadores teriam entrado inclusive em contato com uma rádio local por conta da situação. Segundo informações dos trabalhadores, o referido grupo instalado no tal alojamento foi dividido e parte dos empregados foi levada para outro local em Igaraçu do Tietê (SP), município vizinho a Barra Bonita. A história contada pelos migrantes revela que existe um contingente deles que decide vir da Região Nordeste para São Paulo por conta própria, sem a intermediação do chamado "gato". O "gato" é a figura responsável pelo aliciamento de mão de obra que atrai pessoas, geralmente em núcleos rurais pobres com poucas oportunidades, ccom falsas promessas de bons salários e condições decentes de trabalho. Um dos cortadores de São Vicente Ferrer (MA) explica que os trabalhadores se organizaram em sua cidade natal e fretaram um ônibus do próprio bolso rumo ao interior de São Paulo. "A gente pagou R$ 230 cada um para vir, e a volta costuma sair mais caro: uns R$ 270." Quando chegam ao destino, retomam o contato de pessoas que alugam casas para grupos de migrantes. Os trabalhadores costumam pagar um aluguel de R$ 400 dividido entre 8 e 10 pessoas. Relatos dos trabalhadores dão conta de que boa parte dos benefícios alcançados na Fazenda São Vicente veio em decorrência da reclamação dos empregados. Os contratantes chegaram a dizer que iriam descontar do salário os EPIs utilizados, mas esse desconto acabou não se concretizando devido à reação dos cortadores. Também por conta da manifestação deles, os patrões ainda passaram a substituir os EPIs com mais freqüência. A Usina Tonon registrou o grupo com base na data do início das atividades de cada um na Fazenda São Vicente. Ainda foi lavrado termo de compromisso com a SRTE/SP em que a empresa assume o fornecimento de alojamentos, EPIs e de transporte de acordo com as normas vigentes. |
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03/09/2010
Simpósio Internacional de Mudanças Climáticas e Pobreza na América do Sul 08/09/2010 Lançamento do livro: "Contribuições para a construção de indicadores do direito à comunicação" ![]() |
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