|
||||
|
Repórter Brasil Agência de Notícias Arquivo
Especiais Maranhão Vídeos Programa de Rádio Clipping Perguntas do trabalhador Cartas Assine o Boletim Contate-nos
O que é Mentiras mais contadas Como uma pessoa livre se torna escrava Como uma pessoa escrava se torna livre Comparação entre a nova escravidão e o antigo sistema O trabalho escravo e a legislação brasileira Documentos para pesquisa Jurisprudência Bibliografia recomendada |
05/05/2006 - 14:51 Cento e onze trabalhadores são resgatados no Oeste baianoA fazenda Correntina mantinha cento e onze pessoas em condições degradantes de trabalho, entre eles dez menores de idade e uma mulher grávida. Indenizações a trabalhadores chegam a R$ 276 mil Por Iberê Thenório O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho resgatou nesta quinta-feira (4) 111 trabalhadores rurais que se encontravam em condições degradantes na Fazenda Correntina, município de Jaborandi, Oeste da Bahia. Entre os libertados, estavam dez crianças e adolescentes com menos de 18 anos, dos quais cinco abaixo dos 16, além de uma mulher grávida. A fazenda cultiva algodão e pertence à empresa Rio Pratudão Agropecuária, segundo a fiscalização. Durante a fiscalização, os representantes do Ministério do Trabalho e Emprego tiveram que emitir mais de 40 Carteiras de Trabalho provisórias, pois muitos dos trabalhadores não possuíam documentos. A empresa terá de pagar aos resgatados aproximadamente R$ 176 mil em rescisões contratuais e direitos trabalhistas. Outros R$ 100 mil devem ser pagos a título de dano moral individual. O grupo móvel constatou que os trabalhadores foram recrutados na própria região, entre os municípios de Posse (GO) e Jaborandi (BA). O Oeste da Bahia tem sido palco de uma rápida expansão agrícola, em que fazendas de soja e algodão avançam sobre o cerrado. Não é raro o governo federal encontrar trabalho escravo ou degradante nessas lavouras de algodão. Um dos exemplos que ficou mais conhecido foi o da fazenda Tabuleiro, pertencente à Constantino de Oliveira - fundador e um dos proprietários da Gol Linhas Aéreas - em que foram libertados 259 trabalhadores. Essa propriedade figura na "lista suja" do trabalho escravo e está impedida de receber créditos agrícolas de agências públicas e alguns bancos privados e pode sofrer restrição comercial por parte de empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. |
![]() ![]()
Cadastre seu e-mail e receba nosso boletim:
Conheça o site do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
Saiba mais sobre o Centro de Monitoramento de Agrocombustíveis
|
||
Expediente (C) Copyleft |
||||
|
|
|
|
||