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17/10/2006 - 13:36 Fazendeiro foragido é condenado à prisão por explorar escravosJustiça Federal de Marabá determinou que Aldimir Lima Nunes, conhecido como “Branquinho”, cumpra nove anos de prisão em regime semi-aberto pelos crimes de trabalho escravo, falsificação de documentos e desmatamento ilegal Por Fabiana Vezzali O fazendeiro Aldimir Lima Nunes, conhecido como “Branquinho”, foi condenado a nove anos de prisão em regime semi-aberto por submeter trabalhadores a condições análogas à de escravo. A sentença do juiz Carlos Henrique Haddad, da Justiça Federal de Marabá, no Sudeste do Pará, também condena Branquinho por irregularidades no transporte dos trabalhadores, desrespeito às leis trabalhistas, falsificação de documentos públicos e crime ambiental. A sentença, publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial do estado, fixou ainda o pagamento de multa no valor de 240 salários mínimos. “O acusado foi reconhecido como o mentor intelectual dos crimes, pois era quem comandava os demais co-réus”, afirmou o juiz. O Ministério Público considerou que, após a ocupação irregular de terras públicas da Amazônia (grilagem), Branquinho e o gerente da fazenda Francisco Sérgio da Silva Siqueira, “contratavam capangas, pistoleiros, e tudo o mais necessário para garantir a ‘limpeza’ da terra. Num segundo momento, operavam o aliciamento e a contratação de mão-de-obra escrava, de maneira a promover a remoção da ‘Floresta Amazônica’, agregar valor à terra e, finalmente, levar adiante as tarefas de comercialização”. Quando foi recapturado, em janeiro de 2004, a prisão preventiva do fazendeiro foi revogada pelo juiz federal substituto de Marabá, Francisco de Assis Garces Castro Júnior. Este juiz ficou conhecido por dar seguidas decisões favoráveis a fazendeiros flagrados utilizando trabalho escravo. O Ministério Público ainda conseguiu reativar a ordem prisão, mas esse mandado nunca foi cumprido. Notícias relacionadas: |
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