05/12/2007 The Times of India

Clipping: EUA adverte Índia sobre tráfico de pessoas

O jornal indiano The Times of India divulgou notícia chamando atenção para as advertências do governo dos Estados Unidos direcionadas à Índia com relação aos indicadores de tráfico de seres humanos envolvendo trabalho forçado e exploração sexual comercial.

Pelo quarto ano consecutivo, a Índia apareceu no "segundo grupo, em estado de observação" no relatório anual sobre tráfico de seres humanos produzido pelo Departamento de Estado dos EUA. Os países que fazem parte do grupo dois - caso do Brasil - "não cumprem todas as metas mínimas recomendadas para o combate desse tipo de tráfico, mas se esforçam para erradicar o problema". A designação especial "em observação" agrupa os países em que os riscos desses tipos de crimes têm sido mais acentuados.

Durante a confecção do relatório, relata o jornal, foi cogitada a possibilidade de rebaixamento do país asiático para o "terceiro grupo", mas a secretária Condoleezza Rice defendeu a permanência da Índia no nível intermediário em função de algumas demonstrações de esforço para atacar os problemas. No texto que acompanha o relatório, porém, os analistas norte-americanos são bastante severos com relação à Índia.

"O segundo grupo em estado de obervação é um alerta. Infelizmente, muitos países têm ignorado esse alerta ano após ano", destacou Mark P. Lagon, diretor do Escritório de Monitoramento e Comabte ao Tráfico de Pessoas, nomeando a Índia, a China, a Rússia, o México e a África do Sul entre os países incluídos nesta categoria.

Este grupo em observação não pode ser um "estacionamento" para governos sem interesse de dar fim à exploração e e à escravidão em seus territórios, adicionou o diretor.

Leia entrevista de Solmaz Sharif, do Departamento de Estado dos EUA

Comentário da Repórter Brasil
O Brasil chegou a fazer parte da lista do "segundo grupo, em estado de observação" no relatório de 2006. Em 2007, porém, o país voltou ao "segundo grupo" por ter tomado medidas importantes como o lançamento pelo governo federal da Política Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Pessoas, e o veto do presidente Lula à chamada "emenda três", que previa a subtração de poderes dos auditores fiscais no reconhecimento de vínculos empregatícios durante as fiscalizações, inclusive em casos de trabalho escravo.

Em julho deste ano, Solmaz Sharif, do Departamento de Estado norte-americano, concedeu entrevista exclusiva à Repórter Brasil erm que abordou as razões que levaram o país a ser "promovido" no ranking elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA.

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