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04/03/2008 G1 Clipping: Polícia liberta trabalhadores rurais em situação precáriaA Polícia Ambiental do Amapá resgatou, nesta segunda-feira (3), nove pessoas que trabalhavam em condições degradantes nas na extração de cipó-titica, uma fibra nobre usada em artesanato. Os trabalhadores estavam em uma localidade isolada da zona rural de Mazagão, município que fica a 50 quilômetros de Macapá. Os policiais resgataram dois menores de idade. "Eles já estavam há mais 35 dias na mata, retirando cipó. Ao entrar para efetuar o serviço, já entravam com dívida junto ao dono do serviço", afirma Sérgio Nascimento, comandante do Batalhão Ambiental. No ato do contrato com o empregador, os extrativistas recebiam uma cesta de alimentos no valor de R$600. Eles não conseguiam quitar o débito, que sempre crescia. "A gente trazia carregando mesmo, no ombro, andando. Dava, mais ou menos, uma hora, uma hora e meia", conta Natalino Alves, trabalhador rural. A operação apreendeu duas toneladas de cipó titica extraídas ilegalmente. A fibra é muito requisitada no mercado artesanal. O cipó só pode ser explorado com autorização da Secretaria de Meio Ambiente do Amapá, mediante apresentação do planto de manejo. O dono da carga, Vicente Corti Junior, apresentado como responsável pela contratação dos trabalhadores, foi preso e multado em R$ 2mil. A Delegacia do Trabalho do Amapá está investigando o caso. Comentário da Repórter Brasil O caso da extração de cipó-titica no Amapá demonstra, mais uma vez, o forte laço existente entre crimes ambientais e exploração ilegal de mão-de-obra.Chama atenção também a reprodução do modus operandi utilizado pelos proprietários para explorar os trabalhadores rurais, submetendo os mesmos a condições inadequadas, não assinando contratosa de trabalho e empregando a conhecida servidão por dívida.
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