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11/03/2008 Richmond News Clipping: Escravidão do século XXIO nome é escravidão do século XXI. É o tráfico de seres humanos e está acontecendo aqui e agora ao nosso lado, diz a irmã Cecelia Hudec, da pastoral operária de St. Joseph da cidade canadense de Richmond. Não é um problema novo. O Richmond News publicou casos desse tipo inúmeras vezes desde 2004. Foi quando quatro coreanas foram presas numa casa de prostituição numa bitz da polícia municipal. Em outra blitz policial em diversas casas de massagem em dezembro de 2006, Deanna Okun-Nachoff, porta-voz de um comitê Comitê de Direitos Humanos questionou a idéia de que as mulheres, por terem vistos canadenses, não eram vítimas. "O fato de que as mulheres não são imigrantes ilegais no Canadá não quer dizer que elas não eram vítimas. Elas podem ser vítimas de tráfico dentro do Canadá", disse a porta-voz na ocasião. "A questão não é de onde essas mulheres vieram, mas de que forma elas estão sendo exploradas - fronteiras simplesmente não importam". " É difícil provar se as vítimas foram ou não exploradas quando elas não querem falar, diz o policial Lou Berube, um dos palestrantes do fórum organizado pela irmã Cecelia Hudec. "Nosso principal desafio, quando lidamos com as vítimas, é ganhar a confiança delas e fazer com que elas possam cooperar testemunhando contra os traficantes", afirma Berube, coordenador do programa de tráfico de seres humanos da polícia local. "Estamos encontrando dificuldades porque as vítimas tê medo e os traficantes são poderosos.´Não é fácil identificar vítimas porque essa questão é relativamente nova para ser rastreada pela lei e pela sociedade". Comentário da Repórter Brasil A reportagem do jornal canadense, publicada com destaque no jornal e no site do diário, é um sinal do nível de repercussão de questões relacionadas ao tráfico de seres humanos e à escravidão contemporânea.Como bem ilustra o texto, houve casos anteriores que não foram enquadrados dentro dessa perspectiva que agora começam a ser investigados de modo mais completo pelas autoridades, que notam (e investigam) cada vez mais casos dessa natureza. |
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