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04/04/2008 Só Notícias Clipping: Comissão define votação do plano estadual de combate ao trabalho escravoA Comissão Estadual de Combate ao Trabalho Escravo em Mato Grosso (Coetrae) se reuniu ontem, em Cuiabá, e aprovou o regimento interno e elegeu como vice-presidente a juíza do trabalho e presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 23ª Região (Amatra 23), Deizimar de Oliveira, e como secretário o promotor de Justiça Marcelo Vacchiano, de Alta Floresta. De acordo com informação do procurador do trabalho, Rafael de Araújo Gomes, do Ofício de Alta Floresta da Procuradoria Rregional do Trabalho (PRT) da 23ª Região, haverá outra reunião no dia 9 de maio, quando será discutido e votado, ao longo de todo o dia, o projeto de Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, contendo propostas de todas as 21 entidades. Um projeto já existe há mais de dois anos, e vem sendo submetido a várias adequações para, efetivamente, ser colocado em prática a partir deste ano, contemplando três eixos fundamentais de atuação: a prevenção do trabalho escravo, a repressão e a inclusão social dos trabalhadores que são resgatados dessa condição. Mato Grosso ocupa o segundo lugar em número de trabalhadores libertados nos últimos 12 anos. Este ano, encontra-se na primeira posição. Mais de 100 trabalhadores foram resgatados pelo grupo móvel no Estado. Participaram da reunião representantes do Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal, AMATRA, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Comissão Pastoral da Terra, Pastoral do Migrante, entre outros órgãos e entidades. Comentário da Repórter Brasil A mobilização de atores e entidades engajadas no combate ao trabalho escravo no Mato Grosso é um sinal positivo diante dos tímidos avanços verificados nos últimos anos com relação ao plano estadual, anunciado em 2006.Espera-se que esse novo impulso possa de fato resultar no fortalecimento da articulação entre o poder público e a sociedade civil em prol da erradicação do emprego de mão-de-obra escrava no Mato Grosso. |
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