|
||
Página inicial
Notícias
Boletins Lista Suja O Pacto SignatáriosAssineRastreabilidadeMonitoramento
Código de Conduta
Notas Públicas
Clipping
Documentos
Material de Divulgação
Contato
Inscreva-se e receba por e-mail as notícias do Pacto
|
31/07/2008 IFC na Amazônia: estudo vê ação ambiental "inadequada"Relatório do Unidade de Avaliação Interna (IEG) do Banco Mundial coloca em xeque a tese ventilada pelo mercado de que a presença do IFC representava uma garantia de padrões elevados de exigências em termos ambientais Por Repórter Brasil* Avaliação interna do Banco Mundial (Bird) revelou que 62% dos projetos brasileiros financiados na última década pela International Finance Corporation (IFC), extensão do Bird que atende o setor privado, atingiram nível satisfatório em termos de políticas ambientais. A porcentagem relativa ao Brasil é menor que a média mundial, que alcançou 67%.Os resultados fazem parte de um relatório da Unidade de Avaliação Interna (IEG) do Bird que destacou que ainda que a supervisão da ação ambiental corretiva nos projetos financiados pela IFC na Amazônia é "inadequada e requer monitoramento independente". Divulgado no último dia 22 de julho, a análise coloca em xeque a tese ventilada pelo mercado de que a presença do IFC representa uma garantia de padrões elevados em termos ambientais. O relatório do IEG reconhece esforços da empresa Amaggi - do grupo do setor de grãos pertencente à família do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR) - para melhorar seus processos de monitoramento e mitigação, seja em suas fazendas de soja, seja naquelas objeto de pré-financiamento por sua parte. Observa, no entanto, que 40% das compras da empresa não são objeto de qualquer controle. Tal constatação suscita cuidado extra, uma vez que a Amaggi é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, compromisso assumida pelas empresas de cerceamento de relações comerciais com empregadores que exploraram mão-de-obra escrava. A Unidade de Avaliação Interna do Bird realizou uma missão de campo em 2007 para avaliar os resultados do financiamento à Amaggi e concluiu que "o Plano de Ação Corretiva da IFC não era objeto de adequada supervisão". O relatório recomenda que projetos como o da Amaggi sejam preparados com mais detalhe e qualidade, com estudos sobre diversos temas que não foram objeto de análise por parte da IFC, entre os quais "os aspectos mais amplos do desmatamento na região". A avaliação interna do Bird salienta ainda que "a sustentabilidade da cadeia de suprimento precisa ser garantida por meio de esquemas de certificação e monitoramento por terceiros". Não foram analisados novos investimentos da IFC na Amazônia em 2007, tais como o apoio para expansão da pecuária por meio do aumento da capacidade dos frigoríficos na região, como o grupo Bertin. O estágio inicial desses projetos ainda não permite uma análise mais apurada dos resultados. O Independent Evaluation Group (IEG), departamento de avaliação do próprio Grupo Banco Mundial (GBM), analisou a atuação do grupo e seus três braços - o próprio Banco Mundial (Bird), o IFC e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA). |
COMITÊ DE MONITORAMENTO
|
| expediente | contato | ||